Cinco edifícios recebem etiqueta A por construções eficientes

caixa_jardim_das_americasCinco edifícios do país já receberam a Etiqueta Nacional de Eficiência Energética em Edificações conhecida como etiqueta A. Desenvolvida pela Eletrobrás , por meio do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), em parceria com o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e o Laboratório de Eficiência Energética em Edificações (LABEEE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a etiqueta tem por objetivo reconhecer as construções energeticamente eficientes.

A Caixa Econômica Federal teve dois projetos contemplados: a agência Jardim das Américas, em Curitiba (PR), e o edifício sede da Caixa Econômica, em Belém (PA). Além dela, receberam a etiqueta A a Associação Beneficente da Indústria Carbonífera de Santa Catarina (SATC), em Criciúma; a Faculdade de Tecnologia de Nova Palhoça (FATENP), em Nova Palhoça (SC); e o Centro Tecnologias Sociais para a Gestão da Água (Cetragua) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). De acordo com Frederico Souto Maior, engenheiro do Procel Edifica, para receber a etiqueta, as construções devem atender requisitos na avaliação de três sistemas: envoltória, iluminação e ar condicionado.

Cada um desses itens tem um peso na formação de uma nota final. O peso do ar condicionado é de 40% e os outros dois têm peso de 30% cada um. No entanto, esses três itens estão relacionados, pois uma boa envoltória vai propiciar um melhor aproveitamento de iluminação natural e da ventilação natural, contribuindo para o conforto do usuário e diminuindo a necessidade de funcionamento artificial desses sistemas.

Sérgio Geraldo Linke, gerente de Engenharia e Arquitetura da Gerência Nacional de Infraestrutura da Caixa Econômica Federal, afirmou que a adoção desses padrões de eficiência energética permitiu uma economia de energia de 30% e uma economia de 65% de água nos prédios do banco que receberam a etiqueta A.

Segundo ele, as soluções técnicas adotadas já faziam parte do caderno de especificações técnicas da Caixa há mais de dois anos. “Os edifícios contemplam fachadas com tratamento térmico, sistema de climatização eficiente, captação de água de drenagem pluvial (no edifício de Belém), captação de água da chuva (na agência de Curitiba) e iluminação eficiente”, contou Linke.

A Caixa Econômica, de acordo com ele, resolveu investir em edifícios sustentáveis porque o retorno é rápido e certo, além de colaborar com a missão do banco de ter sustentabilidade socioambiental em todos os seus negócios e processos. “Além disso, a Caixa é importante indutora do mercado de projetistas e construtores, colaborando com a aculturação para a responsabilidade socioempresarial e a eficiência energética”, ressaltou o gerente.

No caso específico da Caixa Econômica, a Eletrobrás/Procel mantinha um protocolo de cooperação técnica com o banco, que foi renovado pouco depois da concessão das etiquetas. “Dentro do primeiro protocolo, já mantinhamos bastante intercâmbio de conhecimento e tecnologias com a Caixa, que mandava alguns técnicos para frequentar reuniões do grupo de trabalho do Procel Edifica e do Ministério de Minas e Energia”, afirmou.

No caso do projeto da UFSC, a universidade possui dois laboratórios que foram capacitados pela Eletrobrás/Procel – o Laboratório de Eficiência Energética em Edificações (LABEEE) e o Laboratório de Conforto Ambiental (LABCON), que colaboraram para a etiquetagem. “No caso da Associação Beneficente da Indústria Carbonífera de Santa Catarina e da Faculdade de Tecnologia de Nova Palhoça, foi pedida uma consultoria para a UFSC na construção dos edifícios”, revelou o engenheiro do Procel Edifica.

Segundo ele, esses laboratórios também capacitaram profissionais para atuar em projetos que querem receber a etiqueta.

Fonte: Carolina Medeiros para o Procel Info

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Quem escreve

Erwin, Engenheiro Eletricista pela Universidade Federal de Viçosa