Climatizador é desenvolvido para rede de móveis

Um ambiente com clima agradável, sem o risco de deixar o ar muito seco ou provocar rinite ou alergia nas pessoas. Este foi o desafio desta pequena empresa de São Paulo, quando desenvolveu climatizadores. “O resfriamento é o mesmo conseguido em uma moringa de barro, onde a água está sempre fresca devido à evaporação”, explica o empresário José Cláudio Nunes Perez.

Diferente do aparelho de ar condicionado, estas máquinas não têm compressores nem funcionam a gás. Elas renovam 100% do ar do ambiente, evitando a proliferação de bactérias e fungos, além de umidecer o ar. Em comparação com o aparelho de ar condicionado, consome dez vezes menos energia elétrica.

O sistema de refrigeração acontece pela evaporação da água a frio. Ela circula por toda essa colmeia de celulose, em contato direto com o vento. A manutenção é simples, feita com água. “O equipamento requer uma manutenção em torno de 30 a 40 dias, onde a colmeia de celulose deve ser lavada manualmente, sem máquinas de pressão. O tanque também deve ser lavado”, explica o gerente Manoel Martins Gonzales.

O produto, que está no mercado há oito anos, é voltado para a área comercial. Ele custa de R$ 1,5 mil a R$ 7 mil. Os maiores são pedidos sob encomenda. A empresa atende indústrias, lojas, usinas. Já passou da marca dos mil clientes. “Nosso investimento, desde o projeto até o início das operações, foi de R$ 100 mil e o nosso faturamento atual é de R$ 250 mil por mês”, relata o empresário José Carlos.

Os empresários precisaram desenvolver aparelhos da condição e do tamanho específicos para alguns clientes. Eles fizeram parceria com outra pequena empresa para fabricar sob medida os gabinetes dos aparelhos de climatização. “Ao mesmo tempo em que melhorou a qualidade do nosso produto, melhorou a nossa produtividade, aumentando dessa forma competitividade da empresa no mercado”, diz José Carlos.

Com o projeto do gabinete nas mãos, o dono da indústria de plásticos desenvolveu o molde de alumínio. O polietileno, depois de moído, é despejado no molde e, através do sistema de rotomoldagem, ganha forma. Ele é resistente à água e não enferruja. A indústria de comércio de plásticos entrega por mês um lote com 20 gabinetes para climatizadores. “No começo, erramos aproximadamente 10 peças até acertar o processo de resfriamento”, conta o empresário Rômulo Silva Cerqueira.

Um dos clientes da empresa fica em Itatiba, no interior de São Paulo, numa grande rede de lojas de eletrodomésticos. A negociação foi longa. Para concretizar a parceria, os dois lados ofereceram vantagens. Com o argumento que compraria em quantidade, a rede de lojas conseguiu desconto de 15% no preço do produto. E conseguiu um projeto especial. A empresa teve de aperfeiçoar os climatizadores para atender às exigências do cliente. E a rede de lojas comprou 500 aparelhos.

A rede de lojas se tornou uma espécie de referência para o produto. É como se, de repente, a fábrica de climatizadores ganhasse show room em lojas de 80 cidades brasileiras. Tanto é assim que, depois da parceria, a venda de climatizadores para outras empresas aumentou 25%. Com o ambiente agradável, o cliente fica mais tempo na loja e compra mais.

Fonte: Pequenas Empresas Grandes negócios

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Quem escreve

Erwin, Engenheiro Eletricista pela Universidade Federal de Viçosa