Demanda por casas eficientes energeticamente aumenta

A longa recessão imobiliária dos Estados Unidos levou proprietários de imóveis a reduzirem o tamanho de suas casas e a quantidade de produtos supérfluos, mas os consumidores ainda querem investir em eficiência energética, de acordo com uma pesquisa trimestral feita pelo Instituto Americano de Arquitetos (AIA, na sigla em inglês). O estudo revela que os norte-americanos conscientes financeiramente estão menos interessados em ter salas de jogos e lazer, salas multimídia, oficinas residenciais, ou quartos de empregados e hóspedes. Salas de ginástica e áreas de serviço extras também estão menos populares do que há um ano, assim como as garagens para três carros. O período reflete preocupações com valores imobiliários, orçamentos familiares apertados e ameaça de desemprego. “Os proprietários não estão querendo gastar mais em suas casas com enfeites”, disse Kermit Baker, economista chefe do AIA.

Escritórios residenciais são os cômodos de funcionalidade específica mais comuns, de acordo com a enquete. Quase 46% dos arquitetos disseram que os escritórios têm ganhado popularidade, com um aumento de 5% em relação ao ano passado. O aumento se deve ao surgimento da telecomutação e ao crescente número de norte-americanos autônomos, ou que gerenciam pequenas empresas sem escritórios externos. Com isto, cada vez mais consumidores pedem a arquitetos que se assegurem de que suas casas sejam eficientes energeticamente. Dois terços dos arquitetos dizem que os clientes demandam, cada vez mais, melhor isolamento para reduzir custos com climatização. Muitos também pedem janelas com camadas duplas ou triplas de vidros, dispositivos para economizar água e painéis solares. Para a pesquisa, foram entrevistadas mais de 500 firmas de arquitetura com foco em construções residenciais, incluindo obras de novas casas e melhorias em construções já existentes.

Fonte: Reuters

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Quem escreve

Erwin, Engenheiro Eletricista pela Universidade Federal de Viçosa