Países africanos receberão investimentos para geração de energia renovável e adaptação às mudanças climáticas. Os Estados Unidos atingem a marca de 1 milhão de casas Energy Star, enquanto cidadãos venezuelanos são convocados, por SMS, a economizar energia elétrica. Programa de eficiência energética em prédios públicos na Alemanha é modelo para o mundo.
África: Seis países recebem investimentos para energias renováveis e eficiência energética
O Banco Mundial emprestará US$ 1,1 bilhão a seis países africanos a fim de apoiar a transição para uma economia de baixo carbono e a adaptação às mudanças climáticas, informou o Yahoo! News.
Do montante, US$ 500 milhões serão destinados a projetos de produção de energia a partir de fontes renováveis e eficiência energética na África do Sul. Outros US$ 300 milhões serão destinados ao setor de energia e transportes em Cairo, capital do Egito. O fomento ao crescimento com baixo carbono em Marrocos receberá US$ 150 milhões.
O restante será usado em um projeto piloto de adaptação às mudanças climáticas em Moçambique, Níger e Zâmbia.
O empréstimo foi acordado pelo Fundo de Investimentos do Clima (CIF) na reunião climática da Organizações das Nações Unidas (ONU) em Barcelona (Espanha) e terá uma baixa taxa de juros.
EUA: País já tem 1 milhão de casas Energy Star
Cerca de 1 milhão de residências nos Estados Unidos já têm classificação Energy Star. A certificação foi desenvolvida pela Agência de Proteção Americana (EPA) para medir a eficiência energética de residências, considerando desde a sua construção até os equipamentos de aquecimento e refrigeração, informou o jornal diário Phoenix Business Journal.
De acordo com a publicação, Houston (EUA) é a cidade com o maior número de casas eficientes: 144 mil. Ela é seguida por Dallas-Fort Worth com 103 mil e Las Vegas com 80 mil.
O governo americano vem concedendo alguns benefícios aos consumidores que adquirem equipamentos certificados pela norma. Com isso, o governo espera deixar de produzir 1,1 bilhão de toneladas de CO2 até 2012.
Venezuela: Governo pede, por SMS, que cidadãos economizem energia
“Aproveite a luz natural, só acenda as luzes quando for necessário. Substitua lâmpadas incandescentes por outras mais econômicas”. Enviando um SMS com essa mensagem, o governo da Venezuela está tentando mobilizar os cidadãos a economizarem energia elétrica, informou a Agência France-Presse.
As mensagens foram transmitidas aos celulares da operadora estatal Movilnet e pretendem contribuir com a diminuição da demanda por energia elétrica no país, que cresce de 6% a 8% ao ano. Esse aumento anual não pode ser atendido pelo sistema, que foi nacionalizado em 2007.
O país passou por quatro apagões no ano passado, causados, segundo o governo, pela seca originada pelo “El Niño” e a grande demanda por parte da população. Para os opositores, a falta de investimentos em projetos de geração de energia causaram a crise energética na Venezuela.
Alemanha: Eficiência energética em prédios públicos ganha destaque em relatório
Os programas de eficiência energética nos prédios públicos alemães, as normas de construção e as iniciativas de retrofit deram o primeiro lugar da lista das melhores políticas para a Alemanha, informou a Energy Efficiency News.
A avaliação foi feita pelas consultorias holandesa Ecofys e alemã Germanwatch. Elas realizaram um estudo para a WWF e a E3G para levantar as melhores e piores políticas públicas de eficiência energética no mundo.
De acordo com a WWF, o programa de construção alemão poderia ser facilmente replicado em outros países.
Outras iniciativas que constam na lista das melhores iniciativas governamentais são um modelo de transporte público verde no México e o programa de climatização para casas de baixa renda na União Europeia.
Entre as piores políticas públicas estão a dos países da União Europeia que continuam subsidiando a mineração de carvão e as indústrias consumidoras dessa energia.
“Este relatório mostra que os governos que atuam em prol do clima e de iniciativas verdes vão ganhar e tomar uma posição de liderança no mundo”, disse Kim Carstensen do WWF. “Não investir em soluções de baixa emissão de carbono hoje em dia é simplesmente falta de visão”.
Fonte: Revista Sustentabilidade
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