O cientista Jerry Simmons, dos Laboratórios Nacionais Sandia, nos Estados Unidos, visa a um futuro com lâmpadas mais eficientes, com pessoas podendo até mesmo escolher a cor de luz em um cômodo de acordo com o clima que desejam criar ou com a hora do dia. O que ele tem em mente definitivamente não é a lâmpada criada por Thomas Edison. Também não é uma incadescente, nem as mais recentes lâmpadas fluorescentes compactas (LFCs) e nem os tubos fluorescentes usados para iluminar escritórios. Os Sandia estão trabalhando em uma lâmpada melhor, à base de diodos emissores de luz (LEDs, na sigla em inglês), como as que são utilizadas em sinais de trânsito. A recompensa pode ser gigantesca.
Cerca de 22% do consumo de eletricidade dos Estados Unidos é para iluminação, mas muito dessa energia é desperdiçada. Luzes fluorescentes são apenas cerca de 20% mais eficientes, embora sejam quatro vezes melhores em relação aos 5% de eficiência das incandescentes. Fred Schubert, professor do Instituto Politécnico Renssalaer, em Nova York (EUA), que trabalha no campo dos leds, disse que ninguém falava muito sobre iluminação em estado sólido até que os Sandia trouxessem isto à tona há cerca de uma década. O laboratório, segundo ele, está fazendo um progresso tremendo no campo da iluminação. As leds não apenas consomem eletricidade, como também têm uma vantagem ambiental porque não precisam do mercúrio que é usado nas LFCs. Além disto, a iluminação de estado sólido tem outras funções – tornar possível, por exemplo, a contagem regressiva, no trânsito moderno, que diz aos pedestres quantos segundos eles têm para atravessar a rua.
Os leds não têm um filamento que vá queimar. Em vez disto, são iluminados pelo movimento de elétrons em um semicondutor – um material que pode conduzir corrente elétrica – e são ampliados em uma lâmina como um chip de computador. Mas há grandes desafios científicos diante do fato de que os semicondutores têm defeitos que os impedem de conduzir a corrente, de acordo com Jeffrey Tsao, cientista chefe do novo Centro de Pesquisas Energy Frontier dos Sandia. Os pesquisadores estão buscando nos leds três quesitos: a ciência básica para fundamentar desafios técnicos; tecnologia aplicada, ou como usar a ciência para fazer luzes mais eficientes; e como manufaturar um produto acessível. Simmons disse que alguns tipos de leds que chegam ao mercado são mais eficientes que as fluorecentes, mas não são tão eficientes quanto os Sandia querem.
Fonte: Chicago Tribune
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