Os líderes de TI entraram mais uma vez nas casas e empresas de um jeito completamente novo. Empresas como a Google e a Cisco estão oferecendo ferramentas para ajudar os consumidores e as empresas a monitorarem e gerenciarem seu consumo de energia para reduzir as emissões de carbono. Então, como veio esta tendência? E o que isto significa em questões de consumo de energia nos Estados Unidos e mundo afora? Um relatório publicado em 2008 pela Iniciativa de e-Sustentabilidade Global (GeSI, na sigla em inglês), chamado Smart 2020, revelou um quadro claro do papel do setor de TI na redução do consumo de energia e, como resultado, na redução das emissões de carbono. O estudo é chave para o entendimento das oportunidades de negócios globais do setor de TI na transformação do uso da energia e na mitigação de carbono.
O relatório tem dois componentes principais: quantifica as emissões diretas dos produtos e serviços de TI baseado no crescimento estimado do setor, e quantifica onde o TI poderia “permitir reduções significativas de emissões” em termos de emissões de carbono e economias de custos. Uma das conclusões do estudo foi identificar (sem surpresas) que o setor de TI tem um papel importante no aumento da eficiência energética na transmissão e na distribuição da energia elétrica, em prédios e fábricas que demandam energia, e no uso de transportes para carregar bens. O estudo estima que o setor inteiro de TI poderia reduzir aproximadamente 7,8 gigatoneladas em emissões de dióxido de carbono até 2020, ou cerca de 15% do projeto de emissões até 2020.
Com isso, companhias como a Google, a Cisto e outras estão agora focadas em smart grid e construções inteligentes para sua casa e seu escritório. Smart grid e construções inteligentes se referem à habilidade de monitorar o consumo de energia e o ajustar baseado em dados em tempo real, uma troca de informações energética em mão dupla. Por enquanto, a Google está focada em gestão energética residencial e a Cisco em gestão energética comercial. Contudo, considerando o derretimento das barreiras mercadológicas, esta separação deve mudar com o tempo.
Fonte: Reuters
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