A substituição de medidores eletromecânicos por eletrônicos, apesar da resistência de muitos consumidores, tem gerado resultados altamente positivos para as distribuidoras de energia, principalmente os relacionados à perda e furto de energia. Pioneira nesse processo, a Ampla, do Rio de Janeiro, controlada pelo Grupo Endesa, já investiu R$ 350 milhões na modernização da rede e tem apurado uma economia de R$ 250 milhões ao ano com a redução de perdas e furtos.
Já a Companhia Energética de Brasília (CEB), ainda sob controle estatal, automatizou a medição de 1.800 grandes consumidores do Distrito Federal, entre eles o Palácio do Planalto e todos os ministérios. Com a medida, reduziu em 1 ponto percentual o nível de perdas em 2009.
Os medidores eletrônicos possuem chips que armazenam e enviam remotamente as informações de cada cliente para a central de dados da distribuidora. O sistema também permite, por exemplo, que a empresa corte ou religue o fornecimento remotamente sem a necessidade de deslocamento de equipe.
Com uma cobertura de mais de 70% do Estado do Rio de Janeiro, a Ampla foi uma das pioneiras na troca dos medidores de energia em baixa tensão. Os testes foram autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2005, quando o índice médio de perda de energia no estado era de 25%. “Em algumas regiões, o furto de energia, os ‘gatos’, chegava a 80%”, conta André Moragas, diretor de Relações Institucionais da Ampla. “Com os novos medidores eletrônicos, caiu para 2% em algumas regiões. Atualmente, a média do estado é de 20%.” Cerca de 300 mil clientes da distribuidora possuem hoje a medição eletrônica.
Antes do uso dos novos medidores, a Ampla precisou remodelar a rede elétrica elevando a rede secundária (baixa tensão) até o nível de rede primária (média tensão), com a utilização de um cabo pré-reunido. Ambas, agora ficam a 10 metros do solo, o que dificulta as ligações clandestinas.
Moragas explica que, apesar da resistência inicial dos clientes, o processo já se consolidou e, em 2010, será expandido para outros 50 mil pontos. “Atuamos com duas plataformas: uma tecnológica e outra de educação para a cidadania”, afirma.
Resistência
Luiz Carlos Rusky, gerente de Medição e Fiscalização da CEB, também espera encontrar uma certa resistência na segunda fase do processo de substituição de medidores, que envolverá 6.000 pontos que consomem 3.000 KWh em média, por mês. “Nesse segmento, são encontradas muitas irregularidades”, explica Rusky. Na primeira etapa do processo, que envolveu os grandes consumidores de alta tensão, foram investidos R$ 3 milhões. Na próxima etapa, serão aplicados cerca de R$ 10 milhões. “Estamos realizando a licitação para a instalação dos equipamentos que já foram comprados”, conta Rusky.
De acordo com dados fornecido da CEB, o tempo médio de retorno do investimento será de sete meses para o grupo de seis mil unidades. A partir da análise dos dados disponíveis nos primeiros 18 meses após a instalação dos novos equipamentos de medição, em 349 consumidores, foi constatado o acréscimo de energia agregada na ordem de 70 GWh, o que corresponde ao incremento de receita líquida em R$ 14 milhões. A geração de receita extra prevista em cinco anos é de R$ 126 milhões.
A medição eletrônica é um dos componentes das chamadas redes inteligentes (smart grid), tecnologias envolvidas diretamente no conceito de eficiência energética. De acordo com Cyro Bocuzzi, especialista no tema e ex-vice-presidente da Eletropaulo, “smart grid é um conceito que mudará – em alguns lugares do mundo, já está mudando – os paradigmas do setor elétrico, como se a eletricidade saísse da era analógica e entrasse na digital.”
Exemplo disso é que, na próxima semana, a Eletrobrás realiza um seminário para divulgar o processo de automação da medição de consumo de suas distribuidoras. O próximo passo dessa transformação já está sendo discutido pela Aneel: a tarifação com descontos progressivos de acordo com o horário de utilização da energia elétrica.
Fonte: DCI
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Muito legal isso… o google ja patenteou um medidor também, acho que é power metter, algo assim… dá pra se ter noção do consumo online!
Demoro pra acontecer isso!
mais uma forma de roubar o povo
Só aparecem medidas cretinas para tirar mais dinheiro das pessoas! Quem é que vai pagar isso? O povo, claro! Aumentarão o custo da tarifa para cobrir os bilhões dessa dita “automatização” e para sermos patrulhados com requinte tecnológico, como se todos os cidadãos fossem ladrões em potencial. Pagaremos por uma tecnologia criada por uma empresinha de medidores apadrinhada, em benefício dos tubarões da energia elétrica. E como ficam os “GATOS FISCAIS” dessas empresas e das fornecedoras? Como ficam todos os impostos DAS EMPRESAS enfiados em nossos orifícios? Quero dizer, esses medidores acabarão com a CSLL, o IOF de aplicações, o ISS, o INSS DAS EMPRESAS, o ICMS e etc? Com esses GATOS FISCAIS, eles não se importam. Quem faz gatos são os favelados, que já são beneficiados pela tal de tarifa “social” do governo. Simplesmente esses não pagam contas de energia, e por decreto. Esse cambalacho eletrônico é só um meio de mais uma empresa GATUNA se aproveitar das benesses de governos larápios.
Em vez de usarem a inteligência e a tecnologia para nos roubar mais, por quê não a usam para produzir energia mais barata e acessível a todos os brasileiros?