O Laboratório Central da Toyota, no Japão, desenvolveu uma forma muito eficiente de produção de etanol com eficiência duas vezes superior que os sistemas convencionais.
Abre-se, portanto, uma grande oportunidade para acelerar a criação da infra-estrutura do hidrogênio no Japão, nos EUA e, quem sabe, no Brasil.
A inovadora tecnologia desenvolvida pela Toyota produz hidrogênio passando uma mistura de água e etanol por um tubo de quartzo que contém um catalisador de ródio, ao mesmo tempo em que aplica calor por meio de microondas.
O tubo também contém carbeto de silício, o qual absorve as microondas.
O tubo “mágico” fica armazenado dentro de uma caixa de alumínio, aonde são irradiadas microondas.
O experimento utiliza freqüência de 2,45 GHz e demonstrou que a reação ocorreu em 10 segundos, produzindo 0,92 litros de hidrogênio obtidos de 1 ml da mistura água-etanol.
A eficiência do processo ficou em torno de 80%, o dobro da eficiência dos sistemas convencionais.
Para se ter uma idéia, a eficiência de um carro a combustão de etanol é de aproximadamente 16% – conversão da energia química do etanol em mecânica.
Em um veículo com célula a combustível, teríamos uma eficiência de 48%, o triplo deste valor, visto que a eficiência da célula a combustível da Honda, por exemplo, é de 60%. Multiplicando este valor de 60% por 80%, obtemos a eficiência de 48%. Obviamente, ainda existem perdas no processo, não passando de 10%.
Explicando de forma mais simples: um veículo a combustão de álcool faz, por exemplo, 10 km por litro. Já um veículo elétrico com hidrogênio obtido do etanol faz 30 km com o mesmo litro de álcool, sem contar com as vantagens do freio regenerativo do veículo elétrico que armazena energia quando freia o veículo.
fontes: Fuel Cell Today e Portal H2
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